166 - Gyan Chaupad ( Maha Lilah ) - Um farol na escuridão!
Maha Lilah (o jogo da vida): O que é e para que serve? — por Beth Marcondes
O que é o Maha Lilah e para que serve?
Você já se perguntou o que é essa vida e para que serve?
O que você está fazendo aqui nesse mundo?
Como ser feliz?
O Maha Lilah (Maha quer dizer grande e Lilah, brincadeira), inicialmente conhecido como Gyan Chaupad (jogo do conhecimento), é um jogo indiano muito antigo; é uma representação profunda do próprio jogo da vida e foi criado para responder a essas questões.
Estima-se que sua origem é anterior a 2.000 anos a.C., embora seja superatual, já que as questões e os conflitos humanos colocados em jogo são os mesmos que nos rodeiam hoje.
Em muitos momentos, essas questões e conflitos nos paralisam e nos desviam daquilo que viemos fazer aqui neste mundo e do que pode nos fazer felizes.
A base do Lilah é o conhecimento védico.
Na Índia, tudo deriva dos vedas: os rituais, os mantras, a dança, a música, as artes, a arquitetura, a escultura, a saúde.
Mas afinal, o que são os vedas?
A palavra veda significa sabedoria, conhecimento.
Os vedas são escrituras sagradas do hinduísmo e contêm uma visão muito clara das necessidades, dos caminhos, desejos e objetivos da vida humana. Oferecem os meios para a aquisição do autoconhecimento, levando a pessoa a questionar-se sobre si mesma e sua verdadeira natureza.
Um traço característico da cultura indiana, desde sempre, tem sido a busca da verdade e o concomitante caminho do autoconhecimento.
Baseando-se na verdade védica, os sábios criaram o Maha Lilah; um jogo de conhecimento da natureza humana e do mundo em que vivemos, que, de maneira lúdica, mostra um caminho de aperfeiçoamento e descoberta da felicidade.
“A verdadeira profissão do homem é encontrar seu caminho para si mesmo.”
Hermann Hesse
Como jogar?
Para jogar, precisamos de três coisas:
– do tabuleiro;
– de um dado;
– de um objeto pessoal que representará o jogador no jogo.
O tabuleiro
O Maha Lilah é um jogo de tabuleiro com 72 casas.
Essas casas revelam questões humanas, tais como sobrevivência, segurança, prazer, poder pessoal, talentos, sentimentos, pensamentos, expressão e realização. Esses tópicos vão desenhando uma trajetória, que é o caminho de cada um na busca de apreender essa vida, de se conhecer e fazer escolhas.
O tabuleiro é uma forma material que demonstra o que está acontecendo dentro de nós, é um espelho de percepção de si mesmo, uma ferramenta que amplia nossa consciência.
E como desenho da consciência, o tabuleiro trabalha com campos energéticos e surge do encontro das energias do Céu com as energias da Terra, nas suas diversas formas, densidades e sutilezas.
Espadas e serpentes
Essas energias são representadas por espadas e serpentes. As espadas encurtam os caminhos, elevam nossa energia e são resultados de melhores escolhas.
As serpentes, mais sinuosas, nos desviam, nos fazem perder energia e chamam nossa atenção para questões que precisam ser trabalhadas. São oportunidades de transformação.
As espadas e serpentes são igualmente valiosas nesse caminho da maestria de si mesmo, que é o grande objetivo do jogo da vida.
O dado
O dado determina por onde o jogador deve ir… é movido pelas vibrações da energia do jogador, que pode ser mais positiva ou negativa, dependendo de seus desejos e motivações.
Lançar o dado também simboliza a influência de uma energia maior do universo ou da natureza na nossa vida, o que nem sempre acontece numa sequência lógica. É no caminho do jogo que vamos encontrando o sentido do que acontece conosco, para onde somos levados… e, com o tempo, descobrimos as relações de causa e efeito, frutos das nossas escolhas.
O objeto pessoal é escolhido pelo jogador e deve ser pequeno para poder se movimentar nas casas no tabuleiro.
Uma intenção clara de receber respostas no caminho do Lilah magnetiza a peça com a energia do jogador e facilita a compreensão do que vai se revelando.
Como termina o jogo?
O jogo começa com a ilusão de que somos o corpo, de que vivemos apenas na realidade que os nossos sentidos podem perceber.
Isso é Maya: a força dos vários véus da ilusão, que cria as aparentes limitações e divisões e nos afasta da nossa essência interior, que é Unidade.
Maya é esse poder que cria a ilusão de “Eu e Meu”, “Tu e Teu”; é a ignorância que leva ao individualismo exacerbado. Essa ênfase excessiva no eu individual alimenta sentimentos de competitividade, solidão e pessimismo. Nos prende no egoísmo.
“A ilusão trabalha, impenetrável,
tecendo trama de expressão inumerável;
suas vistosas imagens, incessantes,
véu sobre véu acumulam, constantes;
feiticeira, sempre acreditada
pela pessoa sedenta de ser enganada.”
Emerson
Ao caminhar pelo tabuleiro, entre serpentes e espadas, vamos tirando os véus da ilusão.
Dessa maneira percebemos melhor o mundo de nomes e formas (Maya), que determinam os limites e as diferenças aparentes entre os objetos. Sob essa ilusão ninguém é completamente feliz.
À medida que o jogador se move de espaço em espaço no Lilah, vai se construindo um caminho único e próprio daquele indivíduo, um sentido é criado a partir da relação das casas entre si.
Por exemplo, se o jogo começa pela casa da Purificação, indo para a casa da Dispersão, esse movimento sugere uma questão a ser trabalhada. A dispersão de si mesmo é fruto da dependência emocional nos relacionamentos, e leva para a Confusão.
Como mudar isso?
A resposta está na próxima casa para a qual o dado levará o jogador.
Esse caminho vai revelando ao jogador aspectos do relacionamento consigo mesmo, com o outro e com o mundo; é um retrato de sua própria existência no momento. Mostra, também, ferramentas que podem promover mudanças para um estado de mais harmonia.
O próprio ato de jogar vai limpando a energia do jogador e expandindo sua capacidade de discernimento.
O final do jogo é a expansão da consciência, a chegada à casa da Consciência
Cósmica, que revela a verdade sem tanta ilusão.
O jogador, então, adquire a clareza, a percepção e a experiência de que a felicidade, que tanto procura, está dentro de si mesmo e não fora.
Vamos jogar?
Wiki:
Gyan Chauper (ज्ञान चौपड़ in Hindi sometimes spelt gyan chaupar) is a dice game derived from chaupar from ancient India, popularly known as Snakes and Ladders. It was from India that it spread to the rest of the world. It was a very popular game that was played not only for entertainment but also as a way to instruct on morality. The central concept of the game is the liberation from bondage of passions. So the players move from the lower levels of consciousness to higher levels of spiritual enlightenment and finally to Moksha.
Board geometry[edit]
The Gyan Chauper board is in a grid pattern. The Hindu Gyan Chauper has numerous formats whereas the Jain Gyan Chaupers are standardized with 84 numbered squares in a 9x9 pattern. The board game is in the human shape-the universal being. The topmost part of the board is the heavenly abode or the Moksha dwar akin to the head of the cosmic being. A protruding square on the extreme bottom left and one square on each side of the board is indicative of its legs and arms. Even the way the snakes and ladders have been placed on the board does not change whereas they vary widely in Hindu, Muslim, and Buddhist Gyan Chaupers.[2
History[edit]
Dice games have been played in India since Vedic times, though game boards and pieces have been found in the Indus Valley Civilisation. Ivory and bone objects of all shapes and sizes, some with dots on them, and interpreted as "dice" and/or "gaming pieces", have been found at Mohenjo-daro, Harappa, Lothal, Kalibangan, Alamgirpur, and so on. Fragments of game boards have also been found at various sites. A potsherd with a chaupar design drawn on it has been discovered at Nagarjunakonda. A recent excavation from Rakhigarhi in Haryana discovered game boards and game pieces in terracotta and stone.[3] Many pyramid-shaped game pieces made in stone, ivory and terracotta have been discovered at these ancient sites.[4]
Dice playing is also mentioned in a hymn in the Rig Veda, which expresses the lament of the player over his loss of wealth and spouse. The Vedic people used Vibhidaka (small brown nuts) as dice. This tradition of ritualistic gambling is still seen today as Hindus play the modern version of this game during Diwali.[5]
The Mahabharata also mentions the game of dice in which Yudhishthira loses everything to his cousins.[6] The Skanda Purana mentions Shiva and Parvati playing a game of dice. This scene has been beautifully shown in a sculpture in the Ellora Caves in Aurangabad.[7]
The Jain gyan chauper is mentioned in the Dhanapala, a 10th-century text from Rishabhapanchashika. It was mostly played on painted cloth called patas.
Gyan Chauper reached England around the 1890s. In the beginning, the game was also moralistic like the Indian version, but later due to the slowdown of the European economy in the 1940s due to the wars only numerical plan game boards were made. This design since then has remained ubiquitous.
Gameplay[edit]
Gyan chauper influenced the creation of morality games such as "Virtue Rewarded and Vice Punished" (1918) which evolved during the British Raj into the English game of Snakes and Ladders.[8] It is played with the same rules except here the idea behind it is how an individual's karma effects his spiritual journey. Therefore, each player the jiva progresses upwards overcoming hurdles in the form of snakes representing vices.
Each player starts from the bottom Narak Dwar and takes turns to roll dice and moves forward according to the number generated, towards Swarg (heaven) & ultimately reaching their goal of uniting with the Supreme One, seen as a crescent shape right on top.
SPECIFIC VERSIONS
The Hindu version of the Gyan Chauper was more popular with the Brahmins. Traditional Hindu gyan chaupars boards have greater diversity in terms of the format than those of Jains. These formats are supposed to have developed over a period of time. The terminologies included on the board are Sankhya, Yoga, Vedanta, all underlining devotionalism. Vaikuntha (the heaven of Vishnu) being the winning square in most of the Hindu boards point to the fact that these boards were mostly Vaishnava in inspiration. Some of the Hindu boards following the 9×8 pattern, i.e., 72 squares in all, are found in Nepal as well where it is referred to as nagapasa or snake-dice. Surprisingly, both Persian and Devanagari script have been used in the squares.[9] In one of the board games of early 19th-century from Marwar, Vishnu is shown in the form of Krishna. There is also a unique example of a 124-square board from Maharashtra. Another notable feature of this board is the unusual 14×10 grid, the whole playing area being divided into four separate zones.[10]
The Muslim version was used in the Mughal period from the late 17th or early 18th century. It is 100 square gyan chauper which represents the number of names of god or 101, if the throne of Allah is counted. It is written in Arabic or Persian. There are 17 ladders and 13 snakes. It shows direct ladders from fana fi Allah to the throne. Later with slight modifications, it is known as "Shatranj-al-Arifin" or "The chess of gnostics.[11]
The Gyan Chauper exhibited at the National Museum, New Delhi is the Jain version with 84 squares
COMPRE:
https://jogomahalilah.com.br
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